Suspeito de pedofilia é primeiro a se enquadrar na nova lei

Professor e engenheiro eletrônico de 39 anos é acusado de ter material pornográfico infantil no computador

Solange Spigliatti, estadao.com.br

29 de novembro de 2008 | 15h11

O professor e engenheiro eletrônico Durval Sartori Júnior, de 39 anos, foi preso nesta sexta-feira, 28, no Imirim, na zona norte da capital paulista, inaugurando em São Paulo a fase de combate à pornografia infantil no Brasil, enquadrado na nova Lei 3773/2008, que transforma em crime o armazenamento de imagens de sexo envolvendo adolescentes, em vigor desde quarta-feira, 26.  Após 30 dias de investigações, a partir de uma denúncia de uma estudante de 17 anos, de que seu computador estava sendo monitorado, os policiais da Delegacia Meios Eletrônicos do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic) descobriram o programa Keylogger instalado no equipamento do professor. Esse software permitia que o professor acompanhasse tudo o que era digitado no teclado da adolescente. Foram apreendidos cinco CPUs no local. No primeiro equipamento encontraram arquivos de fotos de crianças nuas e adolescentes em relações sexuais. A equipe também deteve o pai de Júnior, o aposentado Durval Sartori, de 69 anos. Ele mantinha no imóvel uma espingarda calibre 16 e uma carabina calibre 22 sem documentação.

Tudo o que sabemos sobre:
nova leipedofilia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.