Suspeito de grampo, ex-agente autoriza CPI a quebrar sigilo

Quebra do sigilo de Ambrósio seria feita desde 1998; ele quer provar que não tem outra fonte de renda

Agência Brasil,

24 de setembro de 2008 | 13h05

O ex-agente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin)  Francisco Ambrósio autorizou nesta quarta-feira, 24, a CPI dos Grampos da Câmara a pedir a quebra de seus sigilos bancário, telefônico e fiscal desde 1998. Aposentado desde aquele ano, Ambrósio ofereceu a quebra de seu sigilo para que a CPI saiba que ele não teve nenhuma outra fonte de renda nesse período. "Me disponho a abrir meu sigilo bancário e fiscal para que essa comissão fique tranqüila e com a absoluta verdade de que nesses dez anos não desempenhei nenhum tipo de atividade remuneratória."   Veja Também: Grampos: Entenda a crise Protógenes me dava R$ 1,5 mil para triar e-mail, diz ex-agente  Agentes da PF ameaçam membros da CPI, diz deputada  Grampo atribuído à Abin gera disputa no governo, diz Itagiba  CPI quer chamar Unicamp para fazer nova perícia   Ambrósio presta depoimento à CPI para explicar denúncias de que teria grampeado ilegalmente telefones do presidente do STF, Gilmar Mendes, e outras autoridades a pedido do delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, que coordenou a Operação Satiagraha. Assim como na Comissão de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso, Ambrósio negou participação no caso e disse que foi contratado pelo delegado apenas para fazer uma triagem de e-mails em computadores apreendidos.   Ambrósio disse que conheceu Protógenes por meio de um amigo em comum e que, pelo serviço, recebeu R$ 1,5 mil. Segundo ele, os recursos eram da própria Satiagraha. "Não valeu a pena", disse. "Estou sozinho na despesa com a minha defesa", completou.   Ambrósio relatou que, antes de seu depoimento na Polícia Federal, se reuniu com o diretor-adjunto afastado da Abin, José Milton Campana, com o ex-diretor Renato Porciúncula e com o diretor afastado de Contra-inteligência, Paulo Maurício Fortunato. O ex-agente contou que o encontro ocorreu em um restaurante de comida italiana na Asa Norte, em Brasília, em 5 de setembro, um dia antes do seu depoimento na PF.

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