Suspeito de fraude dos selos é preso de novo em Porto Alegre

Ex-diretor da Assembléia gaúcha é acusado de cobrar propina de empresa de limpeza

Elder Ogliari,

22 de agosto de 2007 | 21h03

O ex-diretor de Serviços Administrativos da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul Ubirajara Amaral Macalão foi preso por agentes de uma Força-Tarefa da Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, nesta quarta-feira, sob a acusação de ter cobrado propinas da empresa que presta serviços de limpeza no prédio do parlamento gaúcho. É a segunda vez em apenas oito dias que o servidor público é detido preventivamente por autorização da Justiça. Ele também passou três dias da semana passada, no Instituto Psiquiátrico Forense de Porto Alegre, porque a Polícia Federal temia que destruísse documentos que comprovavam outra fraude, a transferência para particulares, com deságio, de selos pagos com dinheiro público, se ficasse em liberdade. Desta vez, o pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público Estadual, que acusa Macalão de cobrar R$ 2,5 mil por mês para não exigir da empresa Silvestre, prestadora dos serviços de limpeza da Assembléia, a presença do número de funcionários estabelecido em contrato. Também foi preso um dos sócios da empresa, José Nunes.

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