Suspeito da morte de Celso Daniel acusa irmão

Enquanto o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil de São Paulo tomava mais um depoimento para investigar a vida do prefeito Celso Daniel (PT) - seqüestrado e morto em 19 de janeiro -, a Polícia Federal (PF) prendia nesta terça-feira um dos suspeitos do crime, em Vitória da Conquista, na Bahia.O preso é Andrelison dos Santos de Oliveira, o André Cara Seca, um dos integrantes da quadrilha da Favela Pantanal, zona sul, suspeito do crime. Andrelison foi preso na casa do sogro.Prisão temporáriaEle estava acompanhado da mulher e de uma filha e negou participação no crime, mas indicou seu irmão, Rodolfo Rodrigo dos Santos Oliveira, o Bozinho, como integrante do bando que teria seqüestrado e matado Celso Daniel.A pedido da PF, o juiz Casem Mazloum, da 1ª Vara Criminal Federal, decretou a prisão temporária dos dois acusados por 30 dias.TransferênciaApesar de ter negado o crime, a PF tem convicção da participação de Andrelison nele. Ele permaneceu preso na sede da PF em Ilhéus e seria transferido na noite desta terça-feira para São Paulo, onde chegaria por volta das 21 horas.A Justiça Estadual também já havia decretado a prisão dos dois e de outros três acusados - Itamar Messias Silva dos Santos, Juscelino da Costa Barros, o Cara de Gato, e Mauro Sérgio Santos de Souza, o Serginho, que ainda estão foragidos.Investigações paralelasA identidade dos suspeitos - que reforçou a tese de crime comum - foi descoberta pelo delegado Edison De Santi, do Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic). O delegado descobriu o suposto cativeiro, na Favela Pantanal, onde localizou um recibo de pagamento de um plano de saúde em nome de Celso Daniel.O local, um bar abandonado, já tinha sido examinado pelo DHPP, que não encontrou o recibo e nem o documento de uma Blazer utilizada no crime. Seguindo a linha de investigar a vida do prefeito assassinado e de integrantes do PT, o diretor do DHPP, Domingos Paulo Neto, chegou a declarar que o recibo do plano de saúde poderia ter sido colocado no local.DúvidaAlém de não dar importância à prova, sua declaração colocou em dúvida a ação dos policiais do Deic. O DHPP também impediu a divulgação de retratos falados dos suspeitos indentificados pelo Deic, dificultando a apuração.O empresário Ronan Maria Pinto - sócio de Sérgio Gomes da Silva, que estava com Celso Daniel no momento do seqüestro - foi ouvido nesta terça por cerca de quatro horas pelo DHPP. Os policiais queriam saber qual a relação do empresário como o prefeito assassinado.Contratos assinados por Ronan e a prefeitura de Santo André foram considerados irregulares, mas a polícia não fez perguntas nesse sentido. Outra testemunha foi ouvida, mas sua identidade foi mantida sob sigilo.

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