SUS em SP terá 306 novos leitos de UTI

O ministro da Saúde, Humberto Costa, esteve nesta terça-feira em São Paulo acompanhado do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e da prefeita Marta Suplicy (PT) para dar caráter oficial à gestão plena da saúde no Estado e na capital. Costa também assinou uma portaria para autorizar o credenciamento de 306 novos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) em 30 hospitais do Estado. "A idéia é que até o fim do ano que vem não haja mais déficits de UTIs no País", disse Costa. Com a gestão plena, tanto o Estado quanto a capital ganham completa autonomia para administrar os recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Também aumenta a responsabilidade de Estado e Município, que de agora em diante têm de trabalhar articulados. O Município deve organizar a rede de atenção básica e o Estado deverá apoiar essas iniciativas, com capacitação de pessoal, por exemplo. Como gestor do sistema de saúde, o Estado receberá recursos diretamente do Fundo Nacional de Saúde para o Fundo Estadual de Saúde. Para o credenciamento dos novos leitos de UTI, serão repassados R$ 1,04 milhão por mês. No caso do Município, a gestão plena também implica receber verbas diretamente - R$ 42,61 milhões por mês. "Todos sabemos que o paulistano está no limite na questão da saúde. A gestão plena dará um salto muito grande na qualidade dos serviços prestados. E tudo isso graças à vontade política entre Prefeitura e Estado", disse Marta. Para quem usa o SUS, a gestão plena deve diminuir as filas nos serviços, melhorar a qualidade do atendimento básico e de alta complexidade, bem como da distribuição de medicamentos. A partir de 4 de agosto o sistema de emergência estadual e municipal estará integrado. Em 90 dias, as centrais para marcar consultas e internações também estarão integradas. Em dezembro, está prevista a possibilidade de marcar exames de alta complexidade pelo sistema de centrais.

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