Surto do vírus Ebola em Uganda mata 13, segundo OMC

Um surto do mortífero vírus Ebola matou 13 pessoas em Uganda, mas as autoridades estão tomando providências para conter a doença, caracterizada por uma febre hemorrágica, informou a Organização Mundial da Saúde (OMC) neste sábado.

Reuters

28 de julho de 2012 | 12h57

Não existe vacina ou tratamento contra o Ebola, que é transmitido por contato pessoal e, dependendo da cepa, mata até 90 por cento dos que contraem o vírus.

O representante da OMC em Uganda, Joaquim Saweka, disse que o surto só foi confirmado na sexta-feira, embora infecções suspeitas de serem causadas pelo Ebola tenham surgido no início de julho no distrito de Kibale, cerca de 170 quilômetros a oeste da capital, Kampala.

"Há um total de 20 pessoas suspeitas de terem contraído o Ebola e 13 delas morreram", afirmou Saweka.

"Uma equipe de especialistas, do governo, da OMC e do Centro de Controle de Doenças, dos Estados Unidos, está no local e acompanha todos os casos suspeitos e todas as pessoas que entraram em contato com os pacientes", acrescentou.

Segundo Saweka, ainda não foi confirmada a origem do surto, mas 18 dos 20 casos parecem ter surgido numa mesma família.

Kibale fica perto da República Democrática do Congo (RDC), onde o vírus surgiu em 1976 e foi batizado com o nome do Rio Ebola.

Os sintomas incluem febre súbita intensa, fraqueza, dor muscular, de cabeça e de garganta, seguida de vômitos, diarreia, erupções cutâneas, prejuízo às funções renais e hepáticas e hemorragia interna e externa.

O Ebola havia sido identificado pela última vez em Uganda em maio do ano passado, tendo causado a morte de uma menina de 12 anos. O pior surto no país ocorreu em 2000, quando 450 pessoas foram infectadas, das quais mais da metade morreu.

(Por Elias Biryabarema)

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