Surpresa, Fruet vai enfrentar Ratinho Junior em Curitiba

Após conseguir emplacar seu candidato Gustavo Fruet (PDT) no 2º turno em Curitiba, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, sai na frente do governador Beto Richa (PSDB) na disputa pelo Estado do Paraná em 2014. O tucano teve derrota simbólica e considerável ao ver seu pupilo e atual prefeito, Luciano Ducci (PSB), não passar para a segunda etapa da eleição, na qual o candidato mais votado, Ratinho Junior (PSC), será enfrentado.

DÉBORA BERGAMASCO, Agência Estado

08 Outubro 2012 | 11h02

Mesmo que a diferença entre Fruet e Ducci tenha sido pequena - foram menos de 5 mil votos -, garantir que seu candidato se elegesse na capital paranaense era tão importante para seu projeto de reeleição no Estado que Richa já estava preparado para licenciar-se do posto de governador, assim como já fez sua mulher, Fernanda, que pediu exoneração da Secretaria da Família para se engajar na campanha do atual prefeito.

Independentemente do resultado do 2º turno, foi colocado um fim, ao menos por enquanto, à supremacia do grupo que domina a cidade há cerca de 20 anos, desde o ex-prefeito Jaime Lerner. Como as pesquisas apontavam o terceiro lugar para Fruet, candidato coligado ao PT, o resultado surpreendeu a todos - até mesmo o ex-presidente Lula - segundo a equipe de Ratinho Junior, que na manhã deste domingo (7) teria telefonado para o apresentador Ratinho, pai do candidato líder, para colocar-se à disposição no 2º turno.

Segundo Junior, ainda não há certezas quanto a novas alianças. Mas ele abriu uma brecha: "Apoios são sempre bem-vindos desde que entendam que somos independentes".

Já a ministra Gleisi passou o fim de semana da eleição ao lado de seu candidato. Foi votar com ele e compareceu ao TRE-PR para comemorar a ida para o 2º turno. A avaliação de especialistas sobre a recuperação de última hora de Fruet, que passou de preferido dos eleitores no começo do ano a terceiro lugar na reta final e agora à segunda colocação, é a de que seu eleitor finalmente ouviu o que queria nos últimos debates e aprovou o discurso de última hora de que ele é um "caçador de corruptos em geral" e não apenas de mensaleiros ou petistas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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