Suriname prende 35 suspeitos de confronto com brasileiros

Segundo Radio Nederlands, alguns detidos foram identificados por brasileiras vítimas de estupro em Albina

BBC Brasil, BBC

28 de dezembro de 2009 | 11h30

A polícia do Suriname anunciou ter prendido 35 pessoas envolvidas nos ataques contra brasileiros que teriam deixado pelo menos 16 feridos em Albina, a 150 km a leste da capital, Paramaribo, informou nesta segunda-feira, 28, o serviço surinamês da Radio Nederlands, da Holanda.

 

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De acordo com a emissora, os detidos são acusados de incêndio criminoso, roubo e estupro de mulheres brasileiras.

Em entrevista à Radio Nederlands, o chefe do setor de Justiça da polícia surinamesa, Krishna Mathoera, disse que alguns dos presos já teriam inclusive sido reconhecidos pelas vítimas dos estupros.

"Este é um crime que precisa ser punido e já iniciamos uma investigação", afirmou.

'Tensão'

Segundo a Radio Nederlands, a polícia e as Forças Armadas surinamesas retiraram 130 pessoas que se esconderam na selva durante os confrontos na região de Albina. Entre elas estão cerca de 80 brasileiros e 20 chineses, levados para Paramaribo.

Mathoera reconheceu que Albina, vilarejo de 5 mil habitantes na fronteira com a Guiana Francesa, vive sempre em clima de "tensão".

"É uma área de fronteira, com grande mobilidade de pessoas e de mercadorias. Mas a polícia nunca tinha imaginado que o conflito (entre moradores locais e imigrantes) iria escalar tanto", disse.

"Vamos ter que fazer uma nova estruturação da polícia para garantir a segurança em Albina."

No domingo, 27, a ministra interina de Assuntos Estrangeiros do Suriname, Jane Aarland, afirmou que seu governo fará todos os esforços para garantir a segurança dos brasileiros que estão no país.

Em entrevista à BBC Brasil, uma representante da embaixada brasileira em Paramaribo disse que pelo menos 16 pessoas ficaram feridas no ataque da última quinta-feira, 24. Três deles ainda estão hospitalizados em Paramaribo.

Segundo as autoridades surinamesas, um grupo de brasileiros foi atacado com machados e facões como represália pelo assassinato de um surinamês, supostamente esfaqueado por um brasileiro após uma briga.

 

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