Supremo tenta recuperar R$ 73 mi desviados do Visanet

Cópia integral do processo do mensalão foi encaminhado ao setor jurídico do Banco do Brasil, que vai definir a melhor forma para a devolução do dinheiro

O Estado de S. Paulo

25 de novembro de 2013 | 19h53

BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) encaminhou nesta segunda-feira, 25, para o Banco do Brasil (BB) cópia integral do processo do mensalão. A expectativa é de que a área jurídica da instituição financeira encontre uma fórmula para recuperar os R$ 73,8 milhões desviados pelo esquema do fundo Visanet.

As três mídias DVD com a cópia da ação foram remetidas à Diretoria Jurídica do BB. Caberá a essa diretoria definir o melhor caminho para assegurar a devolução do dinheiro. O material será analisado pela área jurídica do banco, mas eventuais medidas deverão ser tomadas apenas no próximo ano. "Informamos que o BB ainda avalia o acórdão do STF", comunicou o banco, por meio de sua assessoria de imprensa.

O nome do Banco do Brasil teve destaque no processo do mensalão. O ex-diretor de marketing da instituição Henrique Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a cumprir uma pena de 12 anos e 7 meses de prisão por envolvimento com o esquema.

Decretada na semana passada, a prisão de Pizzolato não pode ser executada porque ele fugiu, provavelmente para Itália. Com dupla cidadania - brasileira e italiana - Pizzolato dificilmente será extraditado para o Brasil.

No entanto, as autoridades brasileiras estudam formas para recuperar o dinheiro que teria sido repassado do fundo Visanet para uma agência de publicidade de Marcos Valério, também condenado por participação no mensalão.

Uma das possibilidades em análise é protocolar uma ação na Justiça pedindo que seja determinada a restituição dos valores desviados. No entanto, esse tipo de processo costuma demorar anos para chegar a uma conclusão. Outra saída, considerada mais rápida, seria tentar conseguir uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) estabelecendo o valor que deverá ser devolvidos aos cofres públicos.

 

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