Supremo quer auxílio-moradia de R$ 3 mil para sempre

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai propor ao Congresso que torne definitivo o pagamento de auxílio-moradia para todos os juízes da União. Grande parte dos integrantes do Judiciário já recebe esse benefício de até R$ 3 mil desde o início de 2000, quando o ministro do STF Nelson Jobim concedeu uma liminar às vésperas de uma ameaça de greve dos magistrados.Mas a idéia agora é propor a incorporação para sempre do auxílio aos salários dos magistrados no projeto que os ministros do Supremo enviarão ao Legislativo com o objetivo de aumentar os próprios salários. Se o Congresso aprovar o projeto da forma como será proposto pelo STF, os salários dos ministros da mais alta Corte de Justiça do País passarão de um máximo de R$ 14,4 mil para R$ 17,1 mil.Para o presidente do Supremo, Marco Aurélio Mello, a incorporação dos benefícios, como o auxílio-moradia, visa a transparência da remuneração dos integrantes do Judiciário. Presidentes de associações de juízes da União estiveram nesta terça-feira com Marco Aurélio e concordaram com os valores, apesar de ressaltaram que, pela inflação, os salários dos ministros do Supremo deveriam passar para cerca de R$ 21 mil.Marco Aurélio também considera que o justo seria os integrantes do STF receberem mais do que os R$ 17,1 mil a serem propostos. Para o presidente do STF, a cifra ideal seria R$ 26 mil pois representaria a recomposição de todas as perdas inflacionárias acumuladas desde 1995. Mas tanto ele quanto os presidentes de associações de juízes reconhecem que uma proposta maior do que R$ 17,1 mil seria inviável.Nesta quarta-feira, Marco Aurélio e os presidentes dos tribunais superiores irão ao Palácio do Planalto para falar com o presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o bloqueio de R$ 111,5 milhões no orçamento do Judiciário. O corte atingirá principalmente os investimentos da Justiça em obras, como a do Fórum Trabalhista de São Paulo, que é suspeita de irregularidades.

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