Supremo quer ampliar área de gabinetes

Depois de propor a elevação de seus salários para cerca de R$ 30,6 mil, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) querem melhorar as instalações da corte. Os integrantes do STF, que hoje despacham em gabinetes com área média de 385 metros quadrados, vão trabalhar em escritórios com 100 metros quadrados a mais. A obra foi discutida durante uma reunião administrativa, convocada pelo presidente do STF, Cezar Peluso, na noite de quinta-feira, na qual os ministros também resolveram propor um reajuste de 14,8% nos próprios salários.

AE, Agência Estado

07 de agosto de 2010 | 07h39

A ampliação dos gabinetes será possível depois que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deixar as dependências do STF. Hoje o órgão que exerce o controle externo do Judiciário funciona em um prédio do Supremo batizado de anexo 1. A ideia é que o CNJ mude para o edifício onde está instalado atualmente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E o TSE mudará para a sua nova sede, que deverá ser entregue no final deste ano e foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

Além dos gabinetes maiores, os ministros do STF decidiram na última quinta-feira encaminhar um projeto para reajustar os próprios salários dos atuais R$ 26.723 para R$ 30.675. O projeto será encaminhado na próxima semana ao Congresso junto com a proposta orçamentária de 2011. O impacto anual só no Judiciário da União será de R$ 446 milhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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