Supremo julga permanência do ministro da Justiça no cargo

Wellington César Lima e Silva é procurador-geral adjunto da Bahia e foi exonerado do posto esta semana; julgamento decide se ele tem de abandonar a carreira para permanecer no governo

Isadora Peron e Gustavo Aguiar, O Estado de S.Paulo

09 de março de 2016 | 14h58

Brasília - O Supremo Tribunal Federal (STF) começou na tarde desta quarta-feira, 9, o julgamento sobre se o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, pode permanecer no cargo.

O PPS ajuizou na Corte, na última quinta-feira, dia da posse do novo ministro, uma ação que questiona a possibilidade de um membro do Ministério Público assumir função no Executivo.

Wellington é procurador-geral adjunto da Bahia e foi exonerado do posto esta semana. Para um ministro do Supremo ouvido pelo Broadcast, serviço de notícias em tempor real da Agência Estado, a exoneração não basta e ele teria que abandonar a carreira para permanecer no governo.

O relator do caso é o ministro Gilmar Mendes, que na terça lembrou que a corte já entendeu, no passado, que procuradores não podiam assumir secretarias de Estado.

A defesa do governo será feita pelo atual advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que foi substituído no Ministério da Justiça por Wellington César na semana passada.

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