André Dusek/Estadão
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Dilma veta reajuste para o Judiciário

Supremo foi informado pelo Planejamento sobre decisão de barrar aumento aprovado

Beatriz Bulla, O Estado de S. Paulo

21 de julho de 2015 | 19h44

Atualizado às 23h52

Brasília - O Ministério do Planejamento comunicou nesta terça-feira, 21, ao diretor-geral do Supremo Tribunal Federal, Amarildo Vieira de Oliveira, sobre o veto ao projeto de reajuste que varia 56,4% a 78,6% aos servidores do Judiciário. O prazo para a presidente Dilma Rousseff sancionar ou vetar a proposta, aprovada pelo Senado em 30 de junho, expira hoje. Durante todo o dia, servidores fizeram protesto com buzinas, vuvuzelas e faixas em frente ao Palácio do Planalto.

Em ligação no início da tarde, o Planejamento confirmou ao Supremo o veto ao projeto, que já era esperado nos bastidores da Corte. Logo após a aprovação da proposta no Senado, Dilma chegou a dizer que era “insustentável” dar “níveis de aumento tão elevados”. O reajuste foi assunto no encontro de Dilma com o presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski em Portugal no início do mês.

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, havia recomendado o “veto integral” ao projeto de reajuste. O Planejamento apontou nota de equipe técnica que calculou em R$ 1,5 bilhão o impacto orçamentário com o reajuste em 2015, passando para R$ 10,5 bilhões em 2018. 

Lewandowski deve aguardar a apreciação do veto pelo Congresso para se manifestar. 

Depois de despachar pela manhã no Planalto, Dilma decidiu transferir sua agenda da tarde para o Palácio da Alvorada, sua residência oficial. A mudança de local de cumprimento da agenda, embora o governo não admita, foi um protesto de servidores do Judiciário para pressionar a presidente pelo não veto ao reajuste da categoria, aprovado pelo Congresso. / COLABOROU TÂNIA MONTEIRO

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