DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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Supremo autoriza a abertura de mais dois inquéritos contra Cunha

Investigações correm em sigilo; presidente da Câmara já é réu em ação na Lava Jato pelo suposto recebimento de propina em contratos de navios-sonda com a Petrobrás

Isadora Peron e Gustavo Aguiar, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2016 | 22h12

BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou nesta segunda-feira, 25, a abertura de mais dois inquéritos contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no âmbito das investigações da Operação Lava Jato.

Os pedidos foram encaminhados pela Procuradoria-Geral da República no último dia 18 e autorizados pelo ministro Teori Zavascki, responsável pelos processos que apuram os desvios na Petrobrás na Corte.

Na sexta-feira, 22, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia dito numa palestra na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que, “em breve”, o Supremo deveria “considerar mais duas” denúncias contra Cunha. “Não podemos admitir que o terceiro homem na linha sucessória tenha um passado como o dele”, afirmou Janot  na ocasião.

Os dois novos inquéritos correm sob segredo de Justiça. Em março, Cunha se tornou o primeiro parlamentar réu em uma ação na Lava Jato, pelo suposto recebimento de propina em contratos de navios-sonda com a Petrobrás. Até agora, há cinco processos contra o presidente da Câmara tramitando no Supremo.

Em um deles, sao investigadas as contas ilegais mantidas por Cunha na Suíça. A mulher do parlamentar, Cláudia Cruz, e a filha, Danielle Dytz, também são alvo dessa investigação,  mas, não terem foro privilegiado, os processos das duas foram enviados à primeira instância, em Curitiba, sob a condução do juiz Sérgio Moro.

Há ainda um procedimento que foi aberto com base nas delações dos empresários Ricardo Pernambuco Júnior e seu pai Ricardo Pernambuco. O inquérito é baseado em indícios de que o peemedebista teria recebido R$ 52 milhões em propina nas obras do Porto Maravilha. 

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