Suposto 'laranja' de Renan é réu em ação na Justiça

A juíza da 3ª Vara Federal de Alagoas, Cíntia Brunetta, decidiu hoje investigar supostos atos de improbidade administrativa cometidos pelo ex-delegado Regional do Trabalho Idelfonso Antônio Tito Uchôa Lopes, primo do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e suspeito de ser usado como "laranja" do senador alagoano na compra de emissoras de rádio no Estado. Além de Tito Uchôa, são réus sete ex-servidores da Delegacia Regional do Trabalho em Alagoas (DRT/AL) e sete representantes de empresas que participaram de um esquema suspeito de direcionar licitações, fraude em contratos e superfaturamento de preços no órgão. A partir dessa decisão, a juíza solicitou à DRT/AL cópias de processos de pagamento, do processo de aditamento do contrato celebrado com a empresa Seta Construtora Ltda, de dois processos de Tomada de Preços referente ao contrato de manutenção de aparelhos de ar-condicionado firmado com a empresa Comercial Conclima Ltda., e à aquisição de calculadoras com a empresa Suprinorte Comércio e Serviço Ltda.Na decisão, a juíza Cíntia Brunnetta afirmou ainda que o fato de o Tribunal de Contas da União (TCU) ter aprovado algumas das contas dos agentes públicos não inibe a atuação do Poder Judiciário, já que o TCU é um órgão administrativo. "Não interessa ao Poder Judiciário, na análise da improbidade alegada, se houve absolvição ou condenação dos agentes pela instância administrativa, mas, apenas, os fatos a eles imputados", afirmou a juíza. A investigação atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República em Alagoas.

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