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Suposta fraude em assentamento é investigada em MS

Apuração da Polícia Federal apontou envolvimento de funcionários do Incra

João naves de Oliveira, da Agência Estado

03 de fevereiro de 2011 | 15h20

CAMPO GRANDE - Um total de quase 15 mil lotes da reforma agrária existentes em 69 assentamentos de Mato Grosso do Sul é alvo de rigorosa inspeção que começou esta semana na região sul do Estado. A medida foi adotada depois da identificação, em agosto do ano passado, de irregularidades na ocupação de 400 glebas do assentamento Santo Antônio, que possui 1.188 famílias assentadas, em Itaquiraí, na divisa com o Paraguai.

No local existia forte especulação imobiliária, com prejuízos de R$ 62 milhões aos cofres públicos e o envolvimento de 12 funcionários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que estão afastados do cargo e respondendo processo na Justiça Federal. Eles facilitavam, conforme apurou a Polícia Federal (PF), documentação de lotes do Incra para os especuladores.

Segundo a apuração das irregularidades, beneficiados pelo Incra venderam os imóveis e alguns foram transformados em chácaras de lazer. Outros, ainda, foram arrendados, o que é proibido. Acreditando em situação muito mais grave do que a encontrada no assentamento Santo Antônio, o Ministério Público Federal solicitou levantamento em todos os assentamentos da região sul do MS.

O superintendente do Incra-MS, Manuel Furtado Neves, concluiu esta semana o sistema de trabalho para identificação dos lotes que serão retomados pelo órgão. Ele diz acreditar que "no mínimo 2 mil famílias de sem-terra acampadas na região serão assentadas sem a necessidade de compra ou desapropriação de fazendas no Estado".

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