Suposta barganha a senador para aprovar CPMF será investigada

Geraldo Mesquita se diz vítima de assédio do Planalto, que teria lhe oferecido emendas em troca do voto

Paulo R. Zulino, do estadao.com.br,

28 de novembro de 2007 | 11h07

O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), disse que pediu investigação sobre a utilização de barganhas por parte do governo para convencer senadores resistentes a votarem pela prorrogação da CPMF.  O presidente interino  falou especificamente do caso do senador Geraldo Mesquita (PMDB-AC), que  se disse vítima de assédio por parte de um funcionário do Palácio do Planalto, que teria lhe oferecido a liberação de emendas ao Orçamento em troca do voto favorável a esse tributo.  " Determinei ao corregedor, senador Romeu Tuma (PTB-SP), que não deixe qualquer dúvida sobre esse assunto. Ele já procurou o senador citado no suposto assédio moral e já está tratando disso, com absoluta isenção e imparcialidade, procurando todo o esclarecimento necessário para assegurar que a Casa trabalhe com inteira liberdade, com inteira condição de tomar a decisão concernente à CPMF isenta de pressões externas.  Sobre a hipótese de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocar o Congresso para votar a CPMF no recesso, conforme informou o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), Tião desconsiderou essa necessidade. "Não sei se há necessidade de convocação. A minha impressão é a de que não há. Continuo insistindo que, nesse exercício legislativo, é possível votar a CPMF".

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