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Suposta agressão a Serra vira bate-boca político e na web

O episódio do tumulto na caminhada do candidato José Serra no Rio de Janeiro nesta quarta, 20, gerou polêmica na campanha e na web, repercutindo nas declarações dos candidatos e no Twitter. Enquanto alguns afirmam que o candidato do PSDB foi alvejado por uma bolinha de papel, outros dizem que foi um rolo de adesivos. Reportagem do SBT veiculou vídeo em que mostra Serra sendo atingido por uma bolinha de papel.

estadao.com.br,

21 de outubro de 2010 | 19h18

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi contundente nas críticas ao candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, em rápida entrevista coletiva após a inauguração do dique seco de Rio Grande (RS) nesta quinta-feira, 21. Sobre a suposta agressão sofrida pelo tucano durante comício na última no Rio de Janeiro, Lula chegou a usar os termos "mentira descarada" para classificar o ocorrido.

 

O presidente disse ter visto imagens das redes Record e SBT. Segundo ele, Serra foi atingido por uma bolinha de papel e seguiu caminhando por mais 20 minutos, quando recebeu um telefonema "de algum assessor da publicidade da campanha que o sugeriu para parar de caminhar e por a mão na cabeça para criar um factoide". Para Lula, o episódio "deixou o dia de ontem marcado como o dia da farsa, o dia da mentira".

 

O presidente comparou ainda o candidato tucano ao ex-goleiro Roberto Rojas, que, em 1989, fingiu ter sido atingido por um foguete no Maracanã, suspendendo a partida entre Brasil e Chile pelas eliminatórias. Após uma câmera da rede Globo ter flagrado que o foguete não acertou o goleiro, o Chile foi desclassificado das eliminatórias e suspenso da edição seguinte.

 

Dilma

 

Ainda no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, a candidata petista Dilma Rousseff comentou o episódio em Curitiba pela manhã, quando, por pouco, não foi acertada por uma bexiga com água. Ela usou a mesma comparação que o presidente Lula. "Não sou o Rojas para ficar fazendo firula com isso porque, ao contrário dele, me esquivei".

 

A candidata defendeu que a campanha eleitoral não pode se pautar por "agressão nem tendências de criar factoides. Ela alfinetou José Serra sobre o episódio de ontem no Rio de Janeiro no qual o tucano foi acertado por um objeto não identificado. "Não fui eu quem foi lá e disse o que tinha acontecido", afirmou Dilma, referindo-se ao seu contratempo em Curitiba, ocorrido na presença de jornalista.

 

Questionada sobre o acirramento da disputa eleitoral, pontuada pelas trocas de acusações e até tentativas de agressão, Dilma jogou a culpa na direita. "Há um método muito tradicional na política conservadora de direita, que é criar fatos e acusar o lado de lá de violência. É típico de campanha direitista".

 

Outro lado

 

O candidato tucano José Serra (PSDB) por sua vez acusou hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de incentivar a violência na campanha eleitoral. Serra disse que nunca viu uma campanha com tanta mentira e classificou os adversários como `profissionais da mentira'.

 

Sobre o episódio de violência sofrido pelo candidato na última quarta-feira, Serra disse que a campanha da candidata do PT, Dilma Rousseff, está preparada para intimidar. "Eles agridem com violência, mas estamos preparados para não responder a essas intimidações", disse o candidato tucano. Sobre o resultado da última pesquisa do Ibope, divulgado ontem (quarta-feira), o candidato disse que no primeiro turno os institutos, inclusive o Ibope, passaram vexame, mostrando diferenças incríveis entre os candidatos até no caso de boca de urna.

Serra esteve em Maringá hoje para um encontro com correligionários e prefeitos da região na Associação Cocamar. Participou de uma carreata no centro da cidade e viajou em seguida para Ponta Grossa.

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