Suplicy vai propor a Mercadante mudança no discurso de campanha

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), um dos participantes do programa veiculado nesta segunda-feira pelo PT paulista, manifestou hoje a intenção de conversar com o senador Aloizio Mercadante, para sugerir que seja feita uma revisão no tom da campanha petista para o governo de São Paulo. "Eu acho mais produtivo, para o propósito de fazer o senador Mercadante crescer na campanha, que ele apresente sugestões e propostas, sem criar esse ambiente com seus adversários", disse Suplicy, ao comentar o conteúdo da mensagem petista.O programa, com duração de 20 minutos, teve Mercadante como personagem principal. O senador dedicou grande parte de seu discurso a críticas ao governo paulista em relação ao tema da criminalidade, apoiando-se em manchetes de jornais sobre os ataques comandados pelo PCC e imagens de ônibus incendiados. O programa gerou uma reação forte do PSDB, que divulgou uma nota repudiando o "uso político-eleitoral de uma tragédia que consternou toda a sociedade paulista". Os tucanos também informaram que pretendem entrar na Justiça contra o PT.Suplicy esclareceu que mantém sua posição contrária ao uso da crise de violência que atingiu o Estado de São Paulo. O senador, que concedeu um depoimento sobre Mercadante durante o programa, ressaltou que a responsabilidade pela criminalidade não deve ser atribuída exclusivamente ao governo paulista. ApoioApesar das declarações de Suplicy, outros petistas se mostraram satisfeitos com o resultado do programa eleitoral do PT paulista. O líder do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo, Ênio Tatto, que também participou do programa, contestou a nota tucana e disse que todas as colocações feitas pelo PT condizem com acontecimentos que atingiram o Estado de São Paulo nas últimas semanas. "O que eles queriam? Que nós nunca tocássemos nesse assunto?", questionou o petista.Tatto aproveitou para criticar o PSDB ao afirmar que a legenda rival deveria se preocupar em solucionar seus problemas internos em vez de questionar as afirmações que o PT fez no programa partidário. "O problema deles é que eles não se acertam. Eles têm problemas internos e com o PFL", disse Tatto. "Eles deveriam resolver os problemas deles em vez de criticar o PT."

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