Suplicy vai ao Iraque defender renda mínima para o país

Nem a ameaça dos atentados suicidas diários no Iraque demove o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) de sua guerra santa a favor do programa renda mínima, bandeira que levantou desde que chegou ao Congresso, segundo a qual os mais pobres passam a receber uma ajuda básica para sua sobrevivência. Suplicy foi autorizado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado a viajar no dia 7 de maio para Bagdá, onde defenderá o renda mínima. Animado com a idéia, Suplicy almoçou com o deputado Ibrahim Jaafari, ex-primeiro-ministro do Iraque pós Saddam Hussein e presidente do partido majoritário. "Não tenho medo dos atentados. Vou lá, faço a palestra e volto", disse Suplicy. Ele disse que a idéia de levar o renda mínima para o Iraque ocorreu durante visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ao Brasil, no dia 6 de novembro de 2005.Convidado para uma palestra de Bush, realizada na Granja do Torto, Suplicy não se conteve. Elogiou o Estado do Alasca, por fazer uma distribuição de renda para os mais pobres. Bush respondeu: "Bem, no Alasca eles têm muito petróleo". Suplicy aproveitou a deixa e sugeriu a Bush a instituição do renda mínima para ajudar na democratização e na pacificação do Iraque.Agora, de tanto Suplicy insistir no assunto, o presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Heráclito Fortes (PFL-PI), resolveu incentivá-lo a ir para o Iraque pregar o renda mínima. "Vou dar só a passagem de ida para o Suplicy", disse Fortes em tom de brincadeira. Suplicy, no entanto, não quer saber de passar seus dias no Iraque. Vai pedir a passagem de volta. "Combinei com o deputado Ibrahim Jaafari que o governo do Iraque mandará o convite oficial para o presidente Renan Calheiros. Será tudo feito dentro das vias diplomáticas". BabilôniaIndagado se aproveitaria a viagem para conhecer a lendária Babilônia, Suplicy perguntou: "A Babilônia é perto?" Ante a informação de que as ruínas desse antigo império ficam a menos de 200 quilômetros de Bagdá, ele respondeu: "Acho que não. É melhor ficar mesmo só em Bagdá. Eles vão dizer onde devo fazer a palestra".O senador lembrou que há poucos dias visitou a China, em companhia de sua nova mulher, Mônica. "Conheci uma nova China. Há 30 anos a visitei, mas daquela vez estava com a Marta", disse, referindo-se à sua ex-mulher, Marta Suplicy, candidata a um cargo no Ministério de Lula.Como a insistência do PT em fazer de Marta uma das novas ministras de Lula é grande e vem causando dor-de-cabeça no governo, uma pessoa que estava na roda sugeriu que Suplicy levasse a ex-mulher com ele, mas só com a passagem de volta. Assim, resolveria um problema para o PT e para o governo. O senador apenas sorriu.Texto ampliado às 21h48

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