Reprodução/Facebook de Lula
Reprodução/Facebook de Lula

Suplicy pede a Bolsonaro que libere ida de Lula a enterro do irmão

Vereador petista diz ter encaminhado mensagem ao presidente que está internado no Hospital Albert Einstein

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2019 | 11h47

O vereador de São Paulo Eduardo Suplicy (PT) diz ter encaminhado ao presidente Jair Bolsonaro, internado no Hospítal Albert Einstein, uma solicitação para que ele determine que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e a Polícia Federal permitam que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva compareça ao enterro do irmão em São Bernardo do Campo nesta quarta, 30. 

Em vídeo transmitido ao vivo na página oficial de Lula no Facebook, Suplicy aparece em São Bernardo ao lado de lideranças do partido e diz ter encaminhado a mensagem ao Conselho Deliberativo do Hospital Albert Einstein.

Suplicy quer que Bolsonaro determine que Moro e a PF garantam "todas as condições de segurança necessárias em coordenação com a direção do PT, que se dispôs a providenciar transporte, para que Lula possa comparecer ainda hoje ao enterro de seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, em São Bernardo do Campo e que essa decisão seja comunicada ao TRF-4 e ao Supremo Tribunal Federal".

O vereador pede que Bolsonaro tome a decisão também com base em uma declação do vice Hamilton Mourão que, no exercício da Presidência, na terça, 29, afirmou que a liberação de Lula para o velório do irmão era uma questão "humanitária". "É uma questão de bom senso e de percepção humanitária", afirmou Suplicy.

A princípio, a decisão está nas mãos do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, já que os advogados de Lula impetraram um novo pedido pela liberação do ex-presidente para comparecer ao velório. Na petição ao STF, a defesa de Lula afirma que o ex-presidente deve ter assegurado o “direito humanitário” de uma última despedida ao irmão.

 

O pedido foi feito apresentado dentro de uma Reclamação no Supremo que tem como relator o ministro Ricardo Lewandowski. No entanto, como a Corte volta do recesso apenas na próxima sexta-feira, 1, a petição de Lula deverá ser analisada pelo ministro Dias Toffoli, que responde pelos processos neste período.

Durante a madrugada, o desembargador Leandro Paulsen, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), negou um habeas corpus para Lula ir ao sepultamento de Vavá. A decisão ocorreu depois que, mais cedo, a juíza da Vara de Execuções Penais de Curitiba, Carolina Lebbos, rejeitou pedido apresentado pelos advogados do petista.

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