Suplicy não vê motivo para retirar pré-candidatura à Prefeitura de SP

Senador disse que tem rezado pela recuperação da saúde de Lula, mas que a doença do ex-presidente não deve refletir no compromisso com os filiados que apoiam seu nome na disputa

Rosa Costa, de O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2011 | 18h29

BRASÍLIA - O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) afirmou nesta terça-feira, 1º, que não tem motivos para retirar sua pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo e que não acredita num possível apelo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que desista de concorrer nas prévias internas do PT, a exemplo do que teria feito com a senadora Marta Suplicy (PT-SP). Suplicy disse não saber se Marta, sua ex-mulher, com quem conversou no domingo, atendeu ao pedido de Lula, transmitido pela presidente Dilma Rousseff.

 

O senador disse que tem rezado pela recuperação da saúde de Lula, mas que a enfermidade do ex-presidente não deve refletir no compromisso com os filiados que apoiam seu nome para a prefeitura de São Paulo. "Tenho o maior carinho e respeito pelo Lula. Ainda hoje fiz um pronunciamento dizendo das minhas orações, acendi vela para ele no altar de Nossa Senhora Aparecida, na igreja de São José, no domingo, onde fui à missa", afirmou.

 

A favor de sua candidatura à sucessão do prefeito Gilberto Kassab, ele lembrou que, nos 31 anos e 8 meses de existência do PT, foi no partido quem obteve maior quantidade de votos, na capital e no Estado. "Disputando com um grande número de candidatos, tive 51,37% em 2006, na minha última eleição, no município de São Paulo, e de 48% no Estado", lembrou. "Tenho confiança de que, se for candidato, terei um apoio muito significativo".

 

Suplicy disse que o ex-presidente Lula conversou com três outros pré-candidatos defendendo o nome de seu favorito, o ministro da Educação, Fernando Haddad, mas que não fez o mesmo com ele, por conhecer sua decisão de antemão. Como exemplo, citou o que ocorreu no ano 2000, quando anunciou que era candidato e que, em vez de repreendê-lo, Lula o aconselhou a seguir adiante, em respeito a "tudo o que ele fez na vida e pelos méritos que tem".

 

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