Suplicy garante que Regina ligou para Arruda

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) trouxe ao Conselho de Ética um fato novo que confronta o depoimento inicial do senador José Roberto Arruda com informações sobre o rastreamento das ligações telefônicas feitas pela ex-diretora-executiva do Prodasen, Regina Borges. Suplicy informou que às 10h05 do dia 28 de junho do ano passado, dia da cassação de Luiz Estevão, houve uma ligação de Regina para o celular de Arruda. Segundo Suplicy, nessa ligação Regina teria dado a resposta a Arruda informando-lhe que tinha feito aquilo que havia sido pedido.No início do seu depoimento, Arruda disse que não fez nenhum pedido, não deu nenhuma ordem e não sabe o que levou Regina a violar o painel de votação. Arruda disse também que, depois de ter feito a consulta sobre a vulnerabilidade do painel, só voltou a conversar com Regina no final do dia ou início da noite de 28 de junho, depois da votação pela cassação de Estevão. Suplicy, no entanto, apresentou trechos do depoimento de Regina mostrando que há contradições entre os dois depoimentos, de Regina e Arruda.Em um dos trechos do depoimento de Regina, ela relata que o senador Arruda afirmou saber que havia a possibilidade de tirar uma lista com o resultado da votação secreta e que o presidente do Senado na época, Antonio Carlos Magalhães, havia feito esse pedido. "Tem como tirar e o presidente disse para você tirar" teria dito Arruda, conforme depoimento de Regina. Em outro trecho do seu depoimento, ela disse que a última frase que falou após conversar com Arruda, na véspera da cassação de Estevão foi "senador, estou saindo para tentar cumprir uma ordem".O senador Eduardo Suplicy informou ao Conselho de Ética que, em telefonema que recebeu hoje pela manhã, a ex-diretora do Prodasen, Regina Célia Borges, afirmou que aceita participar de uma acareação com os senadores José Roberto Arruda e Antonio Carlos Magalhães. Segundo Suplicy, Regina teria informado, nesse telefonema, que já possui boa parte dos dados sobre seu sigilo telefônico e que os documentos já identificam uma ligação para o senador Arruda, na manhã do dia 28 de junho de 2000, confirmando a operação de violação do painel eletrônico do Senado.

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