Suplicy descarta ligação entre seqüestros de Olivetto e Diniz

As informações que o Partido dos Trabalhadores recebeu a respeito dos seqüestradores do empresário Abílio Diniz, que há mais de um ano cumprem pena em seus países de origem, indicam que eles não têm mais qualquer envolvimento com a prática de seqüestros e que respondem às determinações judiciais daqueles países. A informação é do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que participa da segunda edição do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre.De acordo com o senador, um ponto que precisa ser deixado muito claro neste momento "é a falta de informações precisas que possam estabelecer, de fato, alguma ligação entre os seqüestros do empresário do grupo Pão de Açúcar e o do publicitário Washington Olivetto". Suplicy explicou que os seqüestradores de Diniz foram transferidos para seus países: Argentina, Canadá e Chile, à luz da legislação, com base em tratados de assistência penal recíproca, firmados pelo Brasil e aprovados pelo Congresso Nacional.O senador esclareceu que a lei brasileira permite aos presos de bom comportamento, que já tenham cumprido um terço da pena, o direito da liberdade assistida. E isso se aplica também a presos de países com os quais o Brasil mantém acordos de troca, como foi o caso dos seqüestradores de Abílio Diniz.Suplicy disse ainda que a decisão sobre a transferência desses prisioneiros ocorreu com o aval e anuência do governo Fernando Henrique Cardoso, incluindo o próprio presidente. "O que se decidiu, na ocasião, foi apenas o cumprimento da legislação", assegurou.

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