Suplicy defende que CPI apure gastos secretos da Presidência

Governo se antecipa à criação de comissão na Câmara nesta 4ª e reúne assinaturas para investigação no Senado

ROSA COSTA, Agencia Estado

06 de fevereiro de 2008 | 17h40

O senador do PT Eduardo Suplicy (SP) defendeu nesta quarta-feira, 6, a inclusão das despesas não divulgadas da Presidência da República na CPI dos cartões corporativos. Suplicy se referia às despesas com cartões que o governo mantém em sigilo sob alegação de que estariam relacionadas à segurança nacional. Veja também:  Entenda o que são os cartões corporativos do governo   Governo se antecipa para criar CPI dos cartões no Senado  Após denúncia, governo publica mudanças para cartões Congresso volta ao com CPI na mira e sete MPs na pauta Lula nomeia secretário-adjunto para lugar de Matilde 'CPI vai investigar desde 2001', diz Carlos Sampaio O líder do governo no Senado, Romero Jucá(PMDB-RR), anunciou nesta quarta-feira, 6, que já tem as 27 assinaturas necessárias para criar a CPI dos cartão de pagamento do governo nos últimos dez anos. "Conversei com o presidente Lula no início desta tarde e ele concordou com a CPI para mostrar à Nação que no governo não tem nada a esconder e nem vai segurar nada", afirmou.  "A segurança do presidente e de sua família é importante. Portanto, não há que se opor à divulgação dos gastos de bom senso que são realizados para tanto", afirmou o senador. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), afirmou que do R$ 4,9 milhões gastos pela Presidência da República em 2006, mediante uso de cartões corporativos, só R$ 100 mil foram justificados perante o Tribunal de Contas da União (TCU)com apresentação de notas fiscais. O restante foi mantido em sigilo pelo governo sob alegação de se tratar de gastos relacionados à segurança nacional.

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