Suplicy defende atuação de presidente da Radiobrás

Senadores do próprio PT repudiaram a intenção de integrantes do partido de exigir da estatal de comunicação Radiobrás uma cobertura mais engajada do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) defendeu a atuação do presidente da Radiobrás, Eugênio Bucci, à frente da empresa. Na edição da última terça, o Estado publicou que Bucci está sendo pressionado por petistas que querem aproveitar a reforma ministerial para mexer na direção da Radiobrás, a fim de torná-la mais articulada com os interesses do Planalto. Devido, também, a essas pressões, Bucci encaminhou a Lula carta em que pôs o cargo à disposição."Quero afirmar que considero positiva a diretriz até agora levada adiante pelo Presidente da Radiobrás, que procurou fazer desta, que é uma das principais senão a mais importante empresa de comunicação oficial, um órgão isento e imparcial com o intuito, sobretudo, de levar a melhor informação, a mais completa possível sobre os atos do Governo e o que se passa no Brasil", afirmou Suplicy, em pronunciamento na tribuna do Senado.Ao garantir que a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), concordava com sua posição, Suplicy argumentou que, na última campanha eleitoral, Eugênio Bucci "teve a preocupação de transmitir ao Presidente do Tribunal Superior Eleitoral o seu objetivo de sempre noticiar os fatos mais importantes da disputa eleitoral com a maior isenção". "Certamente, assim agiu seguindo a diretriz do presidente Lula, com a compreensão correta de que as instituições públicas como as escolas, os hospitais, o IBGE e a própria Radiobrás devem ser administradas com espírito público, não se tornando aparelhos de quaisquer interesses político-partidários", disse Suplicy. No PT, parlamentares defendem a idéia de que a Radiobrás, por ser uma gigantesca estatal da comunicação do governo, deveria fazer publicidade dos atos oficiais. Mas o que ocorreu, de acordo com esse grupo, é que na campanha presidencial até reportagens desfavoráveis ao presidente Lula foram veiculadas pelo complexo de comunicação. Além do mais, a estatal teria divulgado críticas de oposicionistas feitas em discursos no Congresso.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.