Suplicy contesta álibi de Arruda

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) provocou irritação no senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Ao fazer um aparte ao pronunciamento em que o líder do governo no Senado se defende da acusação de ter participado da violação do sigilo de votação do painel eletrônico, Suplicy disse que acaba de conversar, por telefone, com Regina Célia Borges, a ex-diretora do Serviço de Processamento de Dados do Senado (Prodasen). Segundo Suplicy, Regina Borges, contestando afirmação que Arruda acaba de fazer no discurso, declara que esteve, sim, na casa de Arruda na noite de 27 de junho, e que o senador a consultou sobre formas de quebrar o sigilo do sistema de votações.Suplicy afirmou conhecer pouco Regina Borges, mas o suficiente para atestar que ela "sempre agiu com correção na sua carreira e na sua vida pessoal." Regina, segundo Suplicy, lhe pediu para apresentar ao líder do governo a seguinte declaração: "Pelos meus três filhos, pelo filho que perdi, quero assegurar que, no depoimento citado por Vossa Excelência, tudo o que falei é a inteira verdade." Suplicy relatou ter pedido à ex-diretora do Prodasen que citasse algum fato ou pessoa para comprovar que esteve no apartamento de Arruda na noite de 27 de junho de 2000 e que ela respondeu que lá se encontrava "um filho do senador Arruda que toca um instrumento de sopro" e que estava havendo um ensaio musical no apartamento. Arruda irritou-se com as palavras de Suplicy: "Vossa Excelência me respeite e, por favor, não coloque a família no meio!", bradou. Suplicy respondeu que não se irritaria se Arruda, com o objetivo de ajudar no respeito à dignidade do Congresso Nacional, lhe fizesse qualquer pergunta sobre "o nome da pessoa mais querida" de sua família. "Sem desrespeitar a dignidade da família de Vossa Excelência", concluiu Suplicy, contrariado. O líder do governo reagiu afirmando que Regina Borges, "para provar a verdade dela, que coloque (no caso) o filho dela, o ônus da prova cabe a ela".

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