Suplicy: avanço de Marta é reconhecimento de gestão

São Paulo, 29 - O crescimento da aprovação da ministra do Turismo, Marta Suplicy, que, na mais recente pesquisa Datafolha, divide a liderança na disputa pela prefeitura da capital paulista com o ex-governador do Estado Geraldo Alckmin (PSDB), é um reconhecimento da gestão que a ex-prefeita teve à frente de São Paulo entre 2001 e 2004. A avaliação é do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que além de colega de partido, também é ex-marido de Marta."Trata-se do reconhecimento da gestão positiva que ela realizou, sobretudo na área do transporte público, com os corredores de ônibus e o bilhete único, na área da educação, com os CEUs (Centros Educacionais Unificados), e na área de programas sociais, com a instituição do Renda Mínima associado à educação, que guarda relação com o Bolsa Família", disse ele.Apesar disso, o senador descarta a possibilidade de que a ministra antecipe sua saída do ministério para se dedicar de forma mais intensa à campanha eleitoral na capital paulista. "Falei com ela sobre esse assunto há cerca de um mês. Ela me disse que estava muito entusiasmada com seus trabalhos à frente do Ministério do Turismo e que iria aguardar até maio para a tomada de decisão", afirmou.Na pesquisa Datafolha que será publicada na edição deste domingo do jornal Folha de S.Paulo, Marta aparece com 29% das intenções de voto, em empate técnico com Alckmin, que tem 28%. Em relação ao último levantamento, de fevereiro, ela subiu quatro pontos porcentuais; já Alckmin caiu um ponto porcentual. "É claro que esse resultado vai deixá-la animada, sem no entanto precipitar sua decisão, porque ela me disse que há programas que ela quer completar e que tem até o dia 5 de junho para decidir", destacou.O atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), ganhou um ponto porcentual e possui 13% das intenções de votos. O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) aparece com 8% dos votos, dois pontos porcentuais a menos que em fevereiro, e a também deputada federal Luiz Erundina (PSB-SP) tem 7%, um ponto porcentual a menos que no levantamento anterior. A pesquisa foi realizada nos dias 25 e 26 de março, com 1.089 pessoas. A margem de erro é de três pontos porcentuais, para cima ou para baixo.

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