Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Suplentes da Câmara assumem e recebem em mês sem sessão

No lugar de deputados nomeados para cargos no Executivo, 23 parlamentares terão direito, em janeiro, a salário de R$ 26.723,13, além de verba de gabinete

Ricardo Della Coletta , O Estado de S. Paulo

03 de janeiro de 2015 | 17h38

BRASÍLIA - Vinte e três suplentes de deputado federal tomaram posse na semana passada e vão receber um salário de R$ 26.723,13 num mês em que o Congresso não realiza qualquer sessão. Eles assumiram após a renúncia de titulares dos mandatos que foram nomeados para cargos na Esplanada dos Ministérios e nas secretarias estaduais. Além do subsídio para janeiro, os parlamentares terão direito à verba de gabinete de até R$ 78 mil para a montagem de seus gabinetes, com a nomeação de assessores. 

Dos suplentes que tomaram posse, apenas três foram eleitos em outubro e vão permanecer na Casa depois de 1º de fevereiro, quando os novos parlamentares assumem seus postos: Afonso Motta (PDT-RS), Máx Filho (PTB-ES) e Silvio Torres (PSDB-SP). Eles são os únicos que vão receber uma ajuda de custo, no valor de um salário, pago no início de legislatura sob a justificativa de custear a mudança a Brasília.

Oito parlamentares se tornaram deputados pela primeira vez faltando apenas um mês para o fim da legislatura. É o caso, por exemplo, do ex-jogador de futebol Marcelinho Carioca, que conquistou em 2010 uma suplência pelo PSB. Ele mudou de partido e agora é filiado ao PT.

Os demais suplentes já tiveram alguma experiência como deputado federal ao longo dos últimos quatro anos. Eles foram chamados para preencher vagas ao menos uma vez, quando os titulares tiveram de se ausentar.

Os novos parlamentares ocuparam postos deixados por quem se tornou ministro ou secretário de Estado. Na quinta-feira passada, mesmo dia em que a presidente Dilma Rousseff inaugurou seu segundo governo, foram empossados os substitutos de Eliseu Padilha (PMDB-RS), novo ministro da Aviação Civil, de Pepe Vargas (PT-SP), nomeado titular das Relações Institucionais, e de Edinho Araújo (PMDB-SP), que virou ministro da Secretaria de Portos.

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