Suplente de vereador é assassinado a tiros em Alagoas

União dos Vereadores pede a exoneração do secretário estadual de Defesa Social

Ricardo Rodrigues

03 de outubro de 2007 | 13h25

Os assassinatos de vereadores de municípios em Alagoas revoltaram a classe política do Estado. Os crimes encomendados de Fernando Aldo Gomes (PPS), de 43 anos, e de seu suplente José Geraldo Renovado de Cerqueira, de 32 anos, levou a diretoria da União dos Vereadores de Alagoas (Uveal) pedir ao governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) a exoneração do secretário estadual de Defesa Social, general Edson Sá Rocha. No entanto, em entrevista à imprensa nesta quarta-feira, 3, o governador disse que "o general fica. Continua firme e forte".  Na madrugada de segunda-feira, 1, Fernando Aldo, vereador do município de Delmiro Gouveia (AL), foi assassinado com nove tiros de pistola, na cidade de Mata Grande, a 267 quilômetros de Maceió. O vereador era sargento reformado da Polícia Militar e presidia a Câmara Municipal. Ele foi assassinado por três pistoleiros, que continuam foragidos.  O suplente de vereador José Geraldo Renovado de Cerqueira foi assassinado na noite de terça-feira, 2, na porta de casa, em São Luiz do Quitunde, a 56 quilômetros de Maceió. Segundo a polícia, dois homens em uma moto teriam feito os disparos, mas até o final da manhã desta quarta, 3, não tinham sido localizados ou identificados.  A segunda vítima era um líder comunitário na cidade, professor, estudante de direito e pequeno comerciante. José Geraldo patrocinava a assistência de um oftalmologista à população carente de São Luiz do Quitunde para em troca vender óculos de graus. Ele era presidente do diretório municipal do PTdoB e, apesar de suplente de vereador, nunca assumiu cargo público.

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