Suplente de Roriz toma posse sob ameaça de processo

Há suspeitas de que Argello esteja envolvido na mesma negociação do cheque que fez antecessor renunciar

AE e Reuters

17 de julho de 2007 | 18h02

Gim Argello (PTB-DF), suplente do senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), tomou posse nesta terça-feira, 17. Roriz renunciou ao mandato após ser flagrado em escutas telefônicas negociando R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do Banco de Brasília, Tarcísio Franklin. Há suspeitas de que Argello esteja envolvido na mesma negociação e, por conta disso, a posse no Senado foi marcada por muita especulação.   Ouça também:   Virgílio cobra explicações e Argello se defende   Em discurso, Argello afirmou que não é culpado das acusações que pesam sobre ele. "Não gostaria de ser pré-julgado. Mostrarei que não devo nada, não tenho culpa nesta história", disse Argello. Esta foi a reação do novo senador ao líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), que cobrou o esclarecimento das denúncias que pesam sobre Argello. A sessão foi presidida pelo vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC).   Se depender do PSOL, o recém-empossado será investigado pelo Conselho de Ética do Senado. O partido já anunciou que apresentará representação à Mesa da Casa para abertura de processo por quebra de decoro. E a possibilidade foi reforçada pela presidente da sigla, ex-senadora Heloísa Helena, nesta terça.   Mais cedo, o primeiro vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), afirmou que o Senado, "infelizmente", terá que empossar o suplente Argello no mandato de senador, mas poderá abrir um processo contra ele no conselho.   Ele disse ainda que, de acordo com informações recebidas pelo corregedor do Senado, senador Romeu Tuma, as denúncias contra Argello "são muito graves". E acrescentou: "No momento, o importante é preservar a imagem do Senado." (Com Natuza Nery, da Reuters)

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