Suplente de infiel condena desobediência de Chinaglia com TSE

Major Fábio espera apenas a cassação do deputado Brito Neto para assumir cadeira na Câmara dos Deputados

Andréia Sadi, do estadao.com.br

17 de dezembro de 2008 | 15h24

A resistência do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, em cassar o deputado Walter Brito Neto (PRB-PB)por ter trocado de partido- o chamado político infiel- foi contestada pelo suplente Major Fábio (DEM-PB) que espera apenas a decisão de Chinagila para assumir a cadeira na Casa.   O Supremo Tribunal Federal decidiu na terça, por unanimidade, que Brito Neto se afaste do cargo e devolva o mandato ao DEM por desfiliação sem justa causa. Walter Brito Neto teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em março, e o STF determinou o cumprimento imediato dessa decisão. Chinaglia já foi comunicado, mas disse que vai esperar último recurso do infiel no STF.   Em entrevista ao estadao.com.br, Major Fábio disse que a cassação fortalecerá a democracia e que nunca viu "uma desobediência como esta em toda a sua vida".   O STF determinou ontem que a Câmara cumpra a decisão de afastar Walter Brito Neto da Câmara, mas nada foi feito ainda. Como o senhor avalia esta situação?   Eu estou torcendo há muito tempo para que o presidente da Câmara cumpra a decisão da Justiça. Como brasileiro, fortalecendo a democracia, para o que povo possa ver e torça para que isso aconteça.   O senhor tem falado com Brito Neto?   Olha, o problema não é Walter Brito. Ele só está aguardando a determinação do presidente da Câmara. Não houve resistência dele, ele se defendeu como qualquer um faria. A resistência é do presidente da Câmara e ninguém consegue entender desde setembro, quando houve a determinação do TSE.   Mas há ainda um recurso no STF.   Na verdade, isso já foi explicado para o presidente da Câmara. A assessoria dele está falhando. O agravo de instrumento (recurso) é do PRB e tem o mesmo objeto do proposto por Walter Brito Neto. Não há necessidade mais de analisar isso, é  uma protelação. É só uma questão de desobediência.   Qual explicação o senhor daria para essa resistência do presidente da Câmara?   Ninguém consegue entender. Não consigo explicar, tenho quatro filhos adolescentes e eles mesmos não conseguem entender. Eu tenho 20 anos de Polícia Militar na Paraíba. Eu nunca vi durante vinte anos , de soldado a coronel, dizer para um juiz que não vai cumprir. Nunca vi na minha vida determinação da Justiça não ser cumprida.   Como o senhor se posiciona sobre a fidelidade partidária?   Sou totalmente contra a infidelidade partidária. Acredito que quando o político deixar o partido, precisa deixar o mandato. O mandato é do partido, ele precisa deixar o troféu que pertence ao partido.

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