Superbloco governista mostra insegurança, diz Fruet

O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), candidato à presidência da Câmara, afirmou na tarde desta quarta-feira que a formação de um superbloco partidário reunindo o PT e outros sete partidos (PMDB, PP, PR, PTB, PSC, PTC e PT do B) "é uma demonstração de insegurança do governo e da base aliada em relação à eleição para a presidência e à composição da Mesa Diretora".Segundo o deputado, é preciso evitar um "rolo compressor" da base governista em busca de cargos na direção da Câmara. Na avaliação do tucano, a formação do bloco PSDB-PPS-PFL foi uma reação à integração de dois blocos por partidos governistas. O outro bloco de partidos da base aliada ao governo é formado por PDT, PC do B e PSB. Fruet afirmou ainda que a inclusão do PFL - que apóia a reeleição de Rebelo para a presidência -, no bloco dos tucanos o deixa à vontade para voltar a pedir votos dos pefelistas. Primeiro a registrar candidaturaFruet foi nesta tarde o primeiro a registrar a candidatura à presidência da Câmara dos Deputados. Ele chegou à Secretaria Geral da Casa acompanhado dos deputados Fernando Gabeira (PV-RJ) e Raul Jungmann (PPS-PE) e de militantes do PSDB. Confiante em sua ida ao segundo turno, Fruet voltou a criticar os blocos: "A formação dos blocos mostra que a crise na base do governo está repercutindo dentro da Câmara. Isso não é bom. Temos de reafirmar a relação da autonomia e independência da Câmara e respeito ao governo federal", afirmou. "Isso é sinal de que não há certeza em relação ao resultado, de que não há controle sobre o comportamento dos partidos da base aliada. Mas isso não é um problema da Câmara, nem do País, nem do Congresso. Isso é problema de quem quer construir a maioria para o governo", disse.

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