Suíços acham apagão "totalitário", diz Marta

As autoridades de Genebra criticaram a forma com que o governo brasileiro está tratando a crise energética no País. Na avaliação dos técnicos do Serviço de Energia da cidade suíça, o governo está punindo os cidadãos, que não tiveram a responsabilidade pela crise. Hoje, a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, visitou o Serviço de Energia de Genebra e ouviu dos técnicos da cidade sugestões para racionalizar o consumo de energia e críticas à atuação do governo brasileiro no caso.Segundo dados da prefeitura de Genebra, apenas 50% do consumo de energia de uma cidade vem de seus habitantes. Os outros 50% são gerados pelas empresas. Para as autoridades suíças, o governo deveria concentrar o racionamento nas indústrias, e não nos cidadãos. Segundo assessores da prefeita paulistana, o chefe do Serviço de Energia de Genebra, Claude-Allen Macharel, caracterizou a atuação do governo como "totalitária" no tratamento da crise energética. Para Macharel, será muito difícil conseguir que o consumo de energia seja reduzido em 20%, como pretende o governo federal.Genebra possui um sistema considerado modelo de uso sustentável de energia na Europa. Todo o consumo de energia nos prédios públicos é controlado eletronicamente. "Isso permite que prefeitura faça um acompanhamento online do consumo de energia", explica um técnico suíço. A política de energia da cidade tem dado resultados. Há dez anos, quando o sistema foi adotado, o consumo caiu 50%, e desde então tem sido reduzido em 5% ao ano pela prefeitura. Marta quer "importar" o sistema suíço para São Paulo.

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