Suíço defende um banco mundial de água

O deputado europeu e integrante do Comitê Internacional para o Contrato Mundial da Água, o suíço Alberto Velasco, defendeu, nesta quarta-feira, a criação de um banco mundial da água, durante o Fórum Internacional das Águas, que reúne dois mil participantes, no Centro de Eventos do Sesi, em Porto Alegre. A idéia, inspirada num Fundo Público de Energia, existente em Genebra, prevê a cobrança de US$ 0,01 por litro de água consumido nos países ricos para constituir um fundo mundial de projeto de acesso á água potável e saneamento nos países pobres. Velasco acredita que o fundo pode arrecadar US$ 48 bilhões por ano e beneficiar quatro bilhões de pessoas que ainda não dispõem de água potável no mundo. Os recursos poderiam ser repassados a fundo perdido para as regiões mais pobres ou, a pequenas taxas de juros para países em desenvolvimento. O banco seria criado dentro do marco do Contrato Internacional das Águas, em discussão. ?Podemos consolidá-lo no próximo Fórum Internacional Alternativo das Águas, em 2005?, prevê Velasco, que escolheu o evento de Porto Alegre para falar do banco porque diz que a cidade é uma referência internacional por sediar o Fórum Social Mundial. Velasco acredita ainda que o banco seria uma alternativa para evitar a privatização da água no terceiro mundo, e para colocar as populações pobres no grupo daqueles que têm acesso aos bens públicos.

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