Suíça fornece dados de servidor da Odebrecht ao Brasil sobre o caminho do dinheiro

Informações armazenadas em backup da empresa mantido no país trazem extratos, beneficiários e rota de supostas propinas

Jamil Chade, correspondente - O Estado de S.Paulo

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GENEBRA - A Suíça compartilhou com os procuradores da Operação Lava Jato dados do servidor da Odebrecht no país referentes a pagamentos de propinas, com datas, beneficiários e rota disponível do dinheiro. No total, os suíços confiscaram 2 milhões de documentos, e-mails, extratos bancários e contratos sobre movimentações financeiras da construtora em todo o mundo. 

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No início da Lava Jato, Miggliaccio foi transferido para fora do Brasil e passou a viver entre a República Dominicana e os Estados Unidos. Em fevereiro do ano passado, Miggliaccio revelou que recebeu uma ligação de um dos bancos onde tinha conta em Genebra, solicitando sua presença física para fechar a conta. “Eu tinha uma conta. É um direito que todos temos”, disse. “Mas o procurador da Suíça armou uma armadilha para mim”, revelou.

“Ele (o procurador) sabia que eu ia lá fechar a conta. Eles na Suíça já tinham conhecimento das denúncias da Odebrecht e sabia que eu era quem contralava tudo isso. Por isso, armou isso”, disse. “Eu não queria ir para lá (Genebra). Foram eles que ligaram para que eu fosse para lá. Depois, ele (o procurador) me disse que montou a armadilha”, disse. 

Miggliaccio passou a responder a um processo por lavagem de dinheiro na Suíça e prestou, nos três meses preso, um total de 14 depoimentos. Em meados do ano passado, depois de aceitar fechar um acordo de delação premiada no Brasil, voltou ao País. 

 

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