GUSTAVO MAGNUSSONO/ESTADAO
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Sugiro a Okamotto perguntar porque Instituto FHC recebeu mais de empreiteira da Lava Jato, diz petista

Secretário de Comunicação do PT José Américo minimizou preocupação com a convocação do presidente Lula na CPI da Petrobrás e lembrou que instituto de tucano também recebeu dinheiro de construtoras

Ana Fernandes, Ricardo Galhardo e Vera Rosa, enviados especiais, O Estado de S. Paulo

11 de junho de 2015 | 15h29

Salvador - O secretário nacional de Comunicação do PT, José Américo, disse nesta quinta-feira, 11, não ver com preocupação a convocação do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, para depor na CPI da Petrobrás na Câmara. "Minha sugestão para ele é que pergunte para o pessoal do PSDB por que o Instituto Fernando Henrique recebeu três vezes mais da empresa (Camargo Corrêa) do que o Instituto Lula. O Paulo Okamotto tem todas as condições de mostrar que os institutos ligados a ex-presidentes recebem contribuições, o do FHC recebeu e o do Lula recebeu também", disse Américo ao chegar ao 5º Congresso do PT, na capital baiana. 

Américo também respondeu sobre a presença da presidente Dilma Rousseff, em um momento em que as críticas do partido crescem à condução da política econômica e às medidas de ajuste promovidas pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. "O partido não faz nenhuma crítica antagônica à política econômica dela (Dilma). Ela não vai passar por nenhum constrangimento, a presidente Dilma é nossa presidente. Existe uma identidade muito grande do PT com ela, de todas as correntes", disse. "É uma nuance aqui, uma colocação, uma divergência ali. Não vejo nenhum problema, a presidente conhece o PT, sabe", minimizou.

José Américo foi o principal articulador de uma carta divulgada por sua corrente, Novo Rumo, em parceria com outra corrente, também minoritária, a EPS. O objetivo do documento foi marcar uma posição de independência mais clara do PT em relação ao governo, com resgate de bandeiras esquerdistas e ligadas aos trabalhadores, como a jornada de 40 horas semanais, o fim do fator previdenciário e a tributação de grandes fortunas. A ideia é cobrar posições do governo Dilma em uma sinalização à base eleitoral do partido em São Paulo, onde a popularidade do partido está em baixa.

"O índice de popularidade o retrato de um momento. O (segundo) governo de Dilma está só começando, não tem nem um ano. O governo Lula também começou por baixo, então não vejo por que isso se perpetue. O governo está colocando o plano de concessões na rua, o que é muito importante. Os próximos meses são fundamentais, o governo tem tudo para recuperar sua popularidade."

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