Sudeste suportará seca mais um trimestre

A seca continuará atingindo a região Sudeste, formada pelos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e áreas do sul e sudeste de Minas Gerais no próximo trimestre.Conforme previsão climatológica apresentada pelo ministro interino da Agricultura, Márcio Fortes de Almeida, e pelo presidente do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Augusto Atayde, aos integrantes da Câmara Gestora da Crise de Energia no país, os indices pluviométricos ficarão abaixo do padrão climatológico em praticamente toda a região de São Paulo e de Minas Gerais em junho, julho e agosto próximos, enquanto no restante da região esses índices ficarão dentro do padrão de estiagem registrado normalmente nessa época do ano.Conforme a previsão do Inmet, para os meses de junho e julho, os maiores índices de chuva oscilam de 80 a 180mm no sul e sudeste de São Paulo, sul e leste do Rio de Janeiro, leste e norte do Espírito Santo.Os menores índices, abaixo de 20mm, encontram-se em Minas Gerais, grande parte do Rio de Janeiro, Espírito Santo, centro, norte e oeste de São Paulo.Para o mês de agosto, os maiores índices oscilam de 60mm a 120mm no sudeste e leste de São Paulo, litoral sul do Rio de Janeiro e todo o Espírito Santo.Os menores índices, abaixo de 10mm, estão previstos para Minas Gerais e norte de São Paulo. Conforme o Inmet, os ventos serão intensos e constantes em toda a região, com ocorrência de rajadas no próximo trimestre.Algumas vezes poderão ocorrer chuvas fracas e contínuas nas faixas leste de São Paulo, Espírito Santo e áreas sul e sudeste de Minas Gerais, devido à circulação marítima ocasionada pela passagem de massas frias.Com relação à temperatura, o Inmet prevê que as massas de ar frio tornar-se-ão mais intensas, com incidência de nevoeiros e formação de geadas em junho e julho, especialmente nas regiões serranas. As previsões do Inmet indicam que o regime pluviométrico deverá ficar dentro dos padrões climatológicos para a região Centro-Oeste nos próximos três meses.Tradicionalmente é o período mais seco do ano em Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. Os menores volumes de chuvas ocorrem em grande parte de Goiás e Mato Grosso, enquanto os maiores ocorrem no Mato Grosso do Sul.Para o mês de junho, os índices ficam abaixo de 80mm no sul e centro do Mato Grosso do Sul, e abaixo de 20mm no restante da região. Em julho os totais pluviométricos ficam abaixo de 40mm no Mato Grosso do Sul, enquanto no restante da região normalmente não ocorre precipitação.Para agosto, os valores variam de 100mm no sul do Mato Grosso do Sul e abaixo de 20mm no noroeste do Mato Grosso e extremo norte de Goiás. O próximo trimestre também é caracterizado pela redução das chuvas na região Norte.Na região Sul, a precipitação deverá ficar ligeiramente abaixo do padrão no norte do Paraná e e dentro dos padrões nas demais áreas. A temperatura estará em declínio, com a ocorrência de geadas e neve nas regiões serranas.

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