Sudam tem 150 servidores envolvidos em fraudes

A Polícia Federal nos Estados do Pará, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, e o Ministério Público Federal já indiciaram em inquérito cerca de 150 servidores da extinta Sudam, acusados de envolvimento em fraudes no órgão. O total dos arrolados em diferentes inquéritos é quase um terço dos 503 funcionários lotados em Belém e em outros escritórios espalhados pela Amazônia.As investigações sobre recebimento de propina para apressar processos, laudos de vistorias que nunca aconteceram e concessão de facilidades no trâmite de documentos falsos podem, no caso de condenação, provocar a demissão dos servidores. Mais de 70% dos envolvidos trabalham no Departamento de Administração e Incentivos, responsável pela análise, aprovação e fiscalização de projetos, Procuradoria Geral e Auditoria.A comissão de processo administrativo aberta pela Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA), substituta da Sudam, tem prazo de 60 dias para concluir seu trabalho. Os servidores ouvidos já tiveram a oportunidade de apresentar sua defesa.No inquérito em andamento na Polícia Federal contra a empresa Usimar Componentes Automotivos, de São Luís, 20 servidores da ex-Sudam foram arrolados dentre estes os ex-superintendentes José Arthur Guedes Tourinho e Maurício Vasconcelos. A Usimar tinha um projeto de R$ 1,38 bilhão na Sudam e chegou a receber do órgão R$ 44 milhões. Treze foram interrogados nos últimos quatro dias. O delegado da Polícia Federal do Maranhão, Roberto das Chagas Monteiro disse que se neste final de semana não conseguir ouvir todos os envolvidos retornará na próxima semana a Belém para concluir sua missão. Segundo o procurador Kelston Lajes, os depoimentos que estão sendo ouvidos na sede da PF servirão para "individualizar a conduta" de cada um dos servidores no episódio e qual a participação que possam ter tido nas irregularidades.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.