Sudam: investigação prossegue no Acre

A Procuradoria-Geral da República no Acre pediu que fosse declarada a indisponibilidade dos bens de três empresas e de seus sócios, suspeitos de desviar mais de R$ 152 milhões do Fundo de Investimento da Amazônia (Finam). Entre as envolvidas está uma estatal desativada, a Companhia Industrial de Latícinios do Acre S/A (Cila). Só a Empresa Álcool Brasileiro S/A (Alcobrás) teria consumido com R$151.288.760,78, em valores atualizados. A usina, que produziria álcool anidro e hidratrado, operou um único dia, em 1992, depois que o proprietário José Alves Pereira anunciou problemas com a qualidade da cana-de-açúcar produzida no Acre. Em outra situação, o procurador Marcus Vinicius Aguiar identificou um esquema de falsificação de notas fiscais para o pagamento de serviços não-executados no projeto da Agropecuária Vale do Rio Acre S/A, em Rio Branco. Segundo Aguiar, em 1996 foram emitidas 26 notas fiscais no total de R$1.215.182,17 pela Empreiteira Teles, firma individual cujo titular, Raimundo Teles do Nascimento, já havia morrido. Essa operação, afirma Aguiar, envolveu também a Agropecuária Papagaio S/A e seu dono, Wajdi Ibrahim El-Haouli.

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