Sucessão presidencial preocupava Brizola, diz Cesar Maia

O prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), que esteve no velório do ex-governador Leonel Brizola disse que na última vez em que eles estiveram juntos, há três semanas, Brizola demonstrou preocupação com a sucessão presidencial em 2006. "Ele se concentrava nisso. Achava que era preciso encontrar uma alternativa à Lula e Fernando Henrique Cardoso", afirmou o prefeito. Brizola considerava, segundo ele, que as eleições municipais nesse ano serviriam para encontrar a terceira via. O prefeito lembrou ainda que sua vida política começou pelas mãos de Brizola. Para ele, o ex-governador "era um político que fazia história permanentemente."Já o vice-presidente nacional do PDT, Carlos Luppi disse que o ex-governador Leonel Brizola estava bastante gripado, com um príncipio de pneumonia, desde a última quinta-feira, quando chegara do Uruguai. No dia seguinte, os dois despacharam juntos e discutiram questões do partido, segundo ele. Ontem, eles voltaram a trabalhar até Brizola ser levado para o hospital São Lucas, em Copacabana. A decisão de interná-lo foi de seu médico particular Milton Moraes, que o acompanhava há 20 anos. Segundo Luppi, ele não queria ir para o hospital . "Não me deixe ir para o hospital, pois se eu fôr, não volto", disse Brizola, segundo contou Luppi.

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