Sucatinha sofre avaria e volta para El Salvador

Três ministros estavam no avião, que teve o pára-brisa rachado

Tânia Monteiro, O Estadao de S.Paulo

31 de maio de 2008 | 00h00

Uma trinca na camada externa do pára-brisa do Boeing 737 da Força Aérea Brasileira (FAB) que serve à Presidência da República - o Sucatinha - obrigou três ministros e os demais integrantes da equipe de apoio à viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a El Salvador a retornarem à capital, San Salvador, após 20 minutos de vôo rumo ao Brasil.Segundo o coronel André Fonseca, assessor militar da Presidência, o pára-brisa é formado por três lâminas superpostas que funcionam como reforço de segurança. Ele disse que a trinca ocorreu na camada externa, provocada, provavelmente, por "uma fadiga normal no material". O Estado apurou que a trinca pode ter sido causada por um curto-circuito no sistema que desembaça os vidros do Boeing. A Aeronáutica não confirmou essa possibilidade.Segundo o coronel, "não houve nenhum tipo de risco às autoridades e o pouso foi feito dentro das condições normais, sem qualquer procedimento de emergência". No vôo estavam os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, de Minas e Energia, Edison Lobão, e do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, além do staff que deu apoio à viagem presidencial. O Sucatão, o Boeing 707 da Presidência, que deu apoio à viagem de Lula ao Haiti, estava em Boa Vista (RR), no final da manhã de ontem, aguardando as autorizações de sobrevôo dos países, para poder decolar e ir a El Salvador buscar os ministros e demais autoridades de volta ao Brasil.Ontem mesmo, uma nova lâmina externa foi remetida pela FAB para El Salvador. O coronel André Fonseca disse que sempre que ocorre esse tipo de problema, o procedimento, por questão de segurança, é retornar ao ponto de origem. "É um procedimento normal de segurança, previsto nos manuais."CALMAO ministro Miguel Jorge disse que ninguém ficou assustado com o procedimento da tripulação do Sucatinha porque todos foram informados sobre o que estava acontecendo.Segundo Miguel Jorge, o avião ficou mais de uma hora voando para gastar o combustível porque estava bem pesado, carregado de equipamentos, com os tanques cheios. "Estes aviões estão muito velhos. Temos de trocá-los logo", disse o ministro. "Mas foi tudo bem. Depois que soubemos, relaxamos e até jantamos a bordo, para só depois pousar", contou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.