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SUBSTITUTO DE CUNHA EM CLIMA DE ‘CELEBRIDADE’

Em São Luís, presidente interino da Câmara tem segurança particular e bloqueio na casa da mãe

André Borges, enviado especial a São Luís, O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2016 | 08h39

Os três últimos dias ocupando a cadeira de presidente da Câmara foram mais que suficientes para emprestar a Waldir Maranhão (PP-MA) ares de celebridade. Ontem, ao desembarcar no aeroporto de São Luís, em seu primeiro retorno à terra natal após a ascensão inesperada, o deputado tinha esquema de segurança atípico. Maranhão saiu da área de desembarque protegido por 20 homens.

O clima de “bloqueio” despertou a curiosidade de quem passava. “Quem é esse aí?”, perguntou uma mulher no terminal.

No aeroporto, com empurrões e puxões típicos da escolta a famosos, os seguranças de Maranhão – alguns, em vez de terno e gravata, usavam bermuda e chinelo – tentavam manter afastado o repórter do Estado – o único a aguardar o parlamentar na chegada. Maranhão fingiu não ouvir as perguntas “gritadas” pela reportagem.

‘Fuga’. Pelas rodovias de São Luís, a equipe do deputado, em “clima de fuga”, cortou carros em manobras arriscadas e acima do limite de velocidade permitido. Faróis vermelhos e calçadas não foram respeitados.

O presidente interino da Câmara seguiu até um sobrado em Vinhais, bairro da capital, para almoçar na casa de sua mãe. Um forte bloqueio foi montado em frente ao pequeno portão de ferro, apesar da presença de apenas um repórter no local.

Maranhão entrou rapidamente. Um assessor do parlamentar se surpreendeu com a presença do jornalista. “Trocamos o horário desse voo três vezes para despistar a imprensa”, disse.

Após o almoço, Maranhão tinha encontro com o governador Flávio Dino (PC do B).

Como primeiro-vice-presidente da Câmara, Maranhão assumiu a presidência da Casa na quinta-feira, após o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ter sido afastado do cargo e do mandato por decisão do Supremo Tribunal Federal. Maranhão e Cunha são alvo da Lava Jato.

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