Substituir Aécio não é impossível, afirma Serra

Substituir Aécio não é impossível, afirma Serra

Ex-governador paulista diz que gostaria de ser candidato e vê oposição ‘desnorteada’

Tiago Décimo , O Estado de S. Paulo

24 de outubro de 2013 | 22h06

Salvador - O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) admitiu nesta quinta-feira, 23, em Salvador, que "gostaria" de ser presidente da República. Ao ser questionado sobre a definição do candidato tucano em 2014, ele observou que "o improvável não é impossível".

Na capital baiana, Serra também comentou a pesquisa Ibope divulgada nesta quinta, na qual aparece com mais intenções de votos que o senador Aécio Neves (PSDB-MG), provável presidenciável tucano, nos cenários apresentados. Segundo ele, seu grau de conhecimento no País - Serra disputou as eleições presidenciais de 2002 e 2010, nas quais foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, respectivamente - é um capital político do PSDB.

"Meu grau de conhecimento junto à população é o mais alto depois do Lula e da Dilma no País, minhas opiniões são ouvidas, levadas em conta", afirmou. "Tudo o que eu possa fazer só fortalece o PSDB, nossa posição do ponto de vista da presença junto à população e, futuramente, do ponto de vista do debate eleitoral."

Para o tucano paulista, a pesquisa Ibope "segue" outros levantamentos. "Quando estão meu nome e o da Marina, estamos no mesmo nível. Quando entram os outros candidatos (Aécio e Campos), que nunca disputaram, estão abaixo, o que é normal. Ainda tem muita coisa para acontecer", ponderou.

Na segunda visita a Salvador neste semestre - ele esteve na cidade em 6 de agosto -, Serra voltou a cumprir uma agenda típica de candidato. Concedeu uma entrevista de 45 minutos à rádio Tudo FM. Em seguida, almoçou com colegas de partido e apoiadores, reuniu-se com o prefeito ACM Neto (DEM) e, no início da noite, proferiu uma palestra sobre desenvolvimento econômico para integrantes da Associação Baiana de Supermercados (Abase).

"Se você me pergunta: ‘você gostaria de ser presidente da República?’, eu diria: gostaria. Eu me acho preparado para isso, eu saberia como desempenhar", afirmou o ex-governador paulista. "Mas isso não é uma escolha pessoal, é uma escolha da população, das circunstâncias. As circunstâncias estão dadas e teremos novas. Vamos aguardar, continuar trabalhando, discutindo, debatendo. Que é o que eu tenho feito."

Serra, que nos bastidores cogitou deixar o PSDB e migrar para o PPS para disputar a Presidência, ressaltou que seu partido ainda não decidiu qual será o candidato. "No PSDB, vamos tomar essa decisão a partir de março e qualquer especulação maior daqui até lá não leva a lugar nenhum", disse. "Ninguém se inscreveu como pré-candidato. O improvável acontece. O improvável não é impossível."

‘Desnorteada’. Serra, porém, criticou a antecipação do processo eleitoral e disse que a campanha prematura deixa a própria oposição "desnorteada". "Começar tão antes (o processo eleitoral) prejudica o Brasil. E a própria oposição também fica desnorteada, porque fica na correria em todos os lugares para definir (os candidatos)." "Isso não foi bom nem para o governo."

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