Subprocuradora pede prorrogação de investigação no DF

De acordo com Raquel Dodge, perícias e depoimentos solicitados ainda estão pendentes

Carol Pires, da Agência Estado

18 de março de 2010 | 18h23

A subprocuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu nesta quinta-feira 18, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) prorrogação por mais 30 dias do prazo de investigação da Operação Caixa de Pandora, que trouxe à tona um esquema de corrupção no governo do Distrito Federal, tendo o governador afastado, José Roberto Arruda (ex-DEM) no centro do escândalo.

 

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Raquel Dodge afirma que a prorrogação do prazo é necessário pois o esquema é complexo e possui muitos envolvidos. Ao todo, entre beneficiados pelo mensalão e testemunhas, 108 pessoas são citadas no inquérito, sendo 41 empresas envolvidas, segundo o relator da CPI da Corrupção na Câmara Legislativa, Paulo Tadeu (PT).

 

De acordo com a subprocuradora, perícias e depoimentos solicitados ainda estão pendentes e são "essenciais para reunir indícios de materialidade e de autoria das infrações já apontadas, inclusive sobre os documentos e dados eletrônicos apreendidos nas buscas e apreensões realizadas em fevereiro e março de 2010". O pedido da subprocuradora será analisado pelo ministro Fernando Gonçalves, do STJ, relator do inquérito.

 

Deflagrada no final de novembro do ano passado, a Operação Caixa de Pandora investiga secretários de governo, deputados distritais e assessores. Na esteira do escândalo gerado pela investigação, dois deputados distritais e o ex-vice-governador Paulo Octávio renunciaram. O presidente do legislativo local, Wilson Lima (PR), governa o DF interinamente há um mês.

 

O governador afastado José Roberto Arruda está preso pela Polícia Federal, acusado de tentar subornar uma testemunha. Na Câmara Legislativa, ele responde a processo de impeachment e é alvo de uma CPI. Pressionado a sair do DEM, partido pelo qual foi eleito, o governador teve o mandato cassado anteontem pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Ainda cabe recurso.

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