Subprocurador-geral da República tem sigilo quebrado

O ministro Ruy Rosado de Aguiar, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou hoje ao Banco Central que quebre o sigilo bancário do subprocurador-geral da República Miguel Guskow, suspeito de ter tido ligações com operações fraudulentas com títulos da dívida pública brasileira no exterior. Aguiar também marcou para 8 de março audiência na qual Guskow prestará depoimento. A providência foi pedida na segunda-feira pelo procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que também solicitou a abertura de um inquérito penal contra Guskow por considerar que há indícios de que o subprocurador tenha cometido vários crimes, como lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Brindeiro disse que vai propor ao Conselho Superior do Ministério Público Federal que afaste Guskow da função de subprocurador até que seja concluído o inquérito administrativo aberto na procuradoria. A próxima reunião do conselho será no dia 6 de março. Se a sugestão de Brindeiro for aceita, essa será a terceira punição aplicada ao subprocurador. O ministro Ruy Rosado também determinou a quebra do sigilo bancário de Silvio Vieira Correa, assessor do Senado, que também é suspeito de ter ligações com as operações. Correa também será ouvido no STJ no dia 8 de março. Segundo o STJ, o chefe do Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab), Eduardo Hitiro Nakao, e o procurador-chefe da Procuradoria da Área Criminal do BC, Marco Tulio Pelosi, serão convocados. Aguiar também determinou a expedição de carta rogatória à autoridade judiciária dos Estados Unidos para ouvir Robert Whitehead, que está preso em Nova York, Peter Sermoi, Mark Govern e os assistentes da Promotoria do Condado de Nova York Robert Morgenthau e Andrew Hruska.

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