Subprocurador-geral da República criticou prisão dos condenados

Aurélio Rios disse que a ala da Polícia Federal para presos provisórios na Papuda, onde estão Genoino, Dirceu e Delúbio, 'não se presta a receber presos definitivos'

Ricardo Brito , O Estado de S. Paulo

25 de novembro de 2013 | 19h24

BRASÍLIA - O subprocurador-geral da República Aurélio Rios criticou, em documento anexado ao processo do mensalão, o modo como ocorreu a prisão dos condenados. Após visitar o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares no dia 17, ele afirmou que o local onde se encontravam - uma ala da Polícia Federal para presos provisórios na Papuda - "não se presta a receber presos definitivos".

O relatório contém a primeira crítica pública do Ministério Público sobre a forma como se deu a prisão. O texto reforça as críticas de que teria havido irregularidades na detenção após o feriado de 15 de novembro, quando saíram as prisões. Parte dos condenados se queixou sobre o fato de ter ficado em regime fechado em vez de ter iniciado a pena no semiaberto. Só após três dias eles foram transferidos para o setor semiaberto da Papuda.

Rios relatou a visita que ele e dois promotores de Justiça fizeram ao presídio para verificar a transferência de presos para Brasília, feita por avião, e o estado de saúde de Genoino. O texto foi encaminhado à procuradora-geral da República em exercício, Ela Wiecko, e serviu de base para parecer dela que sugeriu ao Supremo Tribunal Federal que nomeasse junta médica para avaliar se Genoino tem direito à prisão domiciliar.

Rios disse que, conforme relatos de agentes e do delegado, a PF "estava desconfortável com a escolha do local para receber os presos (do mensalão) e que não houve planejamento ou aviso prévio". O subprocurador fez considerações sobre a saúde de Genoino. "O ambiente carcerário onde ele se encontrava no momento da visita não é favorável à recuperação plena."

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