Subprefeituras de São Paulo terão aliados ficha-limpa

Após cinco anos sob comando de coronéis da reserva da Polícia Militar, as subprefeituras paulistanas voltarão a ser comandadas por aliados políticos a partir de janeiro. O prefeito eleito Fernando Haddad (PT) vai aceitar indicações de vereadores com forte base regional e bom trânsito com movimentos sociais, desde que o escolhido seja "ficha-limpa". Também se estuda a criação de uma 32.ª subprefeitura, em Sapopemba.

ADRIANA FERRAZ E DIEGO ZANCHETTA, Agência Estado

28 de novembro de 2012 | 10h30

Quem vai ajudar Haddad a fazer a composição dos cerca de 1.400 cargos comissionados das antigas administrações regionais é o vereador e ex-presidente da CET Chico Macena, de 47 anos, futuro secretário de Coordenação das Subprefeituras. Além dele, devem ser anunciados nesta quarta-feira outros seis secretários para compor o futuro governo. Na lista, há duas representantes do PMDB: Luciana Temer e Marianne Pinotti.

Pressionado principalmente por petistas que querem saber como será a composição das subprefeituras com a saída dos militares, Haddad já avisou que as indicações passarão por um pente-fino. O objetivo é evitar que os governos locais voltem a ser focos de escândalos de corrupção ou se transformem em escritórios políticos de vereadores, como já ocorreu.

Para manter o apoio e também o controle da gestão, Haddad planeja aumentar a participação da sociedade. A ideia é instalar conselhos consultivos em cada regional, com integrantes pagos e eleitos pela população. Entre as principais funções estará a fiscalização dos chefes, além da apresentação das demandas locais.

Até quem apoiou José Serra (PSDB) nas eleições será consultado para a escolha dos subprefeitos - caso de alguns pesos pesados da política da zona sul, como Goulart (PSD), Milton Leite (DEM) e Antonio Carlos Rodrigues (PR).

Mas a futura divisão não é unânime. A oposição ao PT promete protestar. Para o vereador Gilberto Natalini (PV), será "a volta da farra do boi". Já o líder do PSDB, Floriano Pesaro, classificou a forma de indicações como lamentável. "Com os coronéis não há o tal do jeitinho, é uma administração que respeita a lei ao pé da letra." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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