Submarinos terão crédito externo de 4,3 bilhões de euros

O financiamento internacional coordenado pelo grupo bancário francês BNP Paribas, para custear o programa de renovação da frota de submarinos do Brasil, vai cobrir 4,3 bilhões de euros do valor total de 6,7 bilhões de euros. A diferença, 1,4 bilhão de euros, terá contrapartida nacional da ordem de 598,2 milhões de euros assumida pelo governo. O vencimento final, projetado para 2031, combina, ao longo de 22 anos, prazos de carência e as parcelas de amortização. O pacote compreende o custeio das obras de um estaleiro e de uma base naval especializada até o teto de 1,8 bilhão de euros. Os recursos virão do Tesouro Nacional. O comunicado, da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), foi publicado na edição de ontem do Diário Oficial da União. O parceiro brasileiro é a Odebrecht Engenharia.O negócio cobre a contratação na França de quatro submarinos diesel-elétricos, classe Scórpene, de 1.700 toneladas, a serem construídos no País, o desenvolvimento do casco de um submarino nuclear e as instalações civis em Itaguaí, no litoral sul do Rio.De acordo com o BNP Paribas, a taxa de juros será de 5,50% ao ano. A carência é de seis meses após a entrega do primeiro submarino convencional, cerca de sete anos depois da assinatura dos compromissos secundários, prevista para setembro.A taxa oferecida no início da negociação era de 5,38% cobrindo 85% da transação. Todavia, os técnicos brasileiros optaram por limitar essa cobertura apenas aos navios convencionais, estendendo a fiança do crédito para o casco do modelo atômico em até 95%, o que acabou determinando a elevação em 2,12%.

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