Suassuna é impedido de assistir depoimento de ex-assessor

Em depoimento nesta quinta-feira, 3, à Corregedoria do Senado, Marcelo Cardoso de Carvalho, ex-assessor do líder do PMDB, Ney Suassuna (PB), negou participar do esquema dos sanguessugas, mas afirmou que nunca fez nada escondido de seu ex-chefe. "Mas o Marcelo deixou claro que nunca fez nada sem o conhecimento do senador Ney Suassuana. Que isso seria uma deslealdade", afirmou o corregedor, senador Romeu Tuma (PFL-SP). Em uma tentativa de constranger o ex-assessor, Ney Suassuna tentou assistir o depoimento de Marcelo.O deputado Júlio Redecker (PSDB-RS) impediu, no entanto, que Suassuna ficasse na sala. "Fiquei surpreso com a chegada do senador Suassuna no depoimento de seu ex-assessor pois isso era constrangedor. Falei que se tratava de uma oitiva e não de uma acareação. Achei por bem tornar público esse meu desconforto", argumentou o deputado tucano. Suassuna deixou a sala da CPI visivelmente irritado. Depois retornou com um pedido para que seja ouvido pela comissão de inquérito na próxima terça-feira. "Vamos entregar o relatório na quinta-feira, dia 10. Não vejo que dê para ouvir muita gente daqui até lá", afirmou o relator da CPI, senador Amir Lando (PMDB-RO). Há dias, Suassuna procurou integrantes da CPI e sugeriu que investigassem seu assessor. Para espanto de seus interlocutores. Suassuna sugeriu que Marcelo poderia ter participado do esquema por conta própria.Marcelo, que foi preso pela Polícia Federal, é apontado como o responsável pela elaboração de emendas ao Orçamento no gabinete do senador para compra de ambulâncias superfaturadas, além de ser acusado de receber propina do esquema.Ao corregedor Romeu Tuma (PFL-SP), o ex-assessor negou ter recebido dinheiro da família Vedoin, dona da Planam, principal empresa do esquema. Marcelo admitiu apenas ter recebido dinheiro de Darci Vedoin pela intermediação de venda de um barco. Nesta quinta-feira, Marcelo foi um dos sete de parlamentares convocados a depor na sub-relatoria da CPI dos Sanguessugas.

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